Por que a depressão é mais comum em mulheres?

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença afeta 322 milhões de pessoas no mundo. A OMS também informou que, para cada homem com depressão, duas mulheres sofrem com a doença. Mas por que as mulheres estão mais propensas a serem depressivas em TODAS as faixas etárias?

O papel social das mulheres é uma delas. O cansaço e o estresse gerado pela dupla jornada (inclui as tarefas domésticas, cuidado com os filhos e a atividade profissional) podem propiciar quadros depressivos, pois estas responsabilidades acumuladas podem trazer menos tempo para distração e prazer.

Do ponto de vista biológico devido às oscilações hormonais durante o período menstrual e a menopausa (onde o risco é duas vezes maior) a maior incidência de desenvolver depressão. Além dessas fases, para algumas mulheres existem as gestações, em que ocorrem enormes variações de hormônios que podem desencadear a depressão pós-parto e outros sintomas psicológicos.

Apesar desses fatores, é importante destacar que a depressão é uma doença multifatorial, ou seja, várias causas colaboram para o surgimento desse transtorno (volte na postagem anterior). Entre essas causas, está a herança genética. Sabe-se que a chance de ter depressão é até três vezes maior em pessoas que possuem parentes em primeiro grau com o mesmo problema ou com outros transtornos psiquiátricos. Porém, é bom frisar que a herança genética é importante, mas não é uma condição única para o aparecimento do quadro.

Há, ainda, pesquisas que revelam a existência de uma relação direta dos sintomas depressivos com alterações da neurotransmissão cerebral. No nosso cérebro existem milhões de neurônios que se comunicam entre si através de neurotransmissores. As pessoas com depressão  podem ter alterações na quantidade e na transmissão de alguns desses neurotransmissores, bem como no número e sensibilidade dos neuroreceptores.

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